27/01/2009

Assim é

Não importa o que a gente faça. O importante não é saber o quanto se pode sobreviver e nem o quanto se ocupa com as preocupações alheias, sentimentos desordenados, impulsivos, momentâneos não estabelecem padrões para uma rotina, para uma família, para o que quer que seja.
E não importa que mesmo apesar de saber disso, você continue a brigar por sonhos e desejos que seriam suficientes. Porque não são. O suficiente se encontra no inesperado, no acaso, às vezes na derrota, às vezes na perdição, mas nunca no mais fácil, no que se diz “de mão beijada". Ao sofrer, a lembrança dos tempos bons dos tempos que lutaram por ti que tentaram ser amados que tentaram ser entendidos concretizam a dor que se instala ali por dias, meses, anos que em cada segundo nos fazem arrepender, nos fazem sentir que aquilo poderia ter sido para sempre e mesmo que não durasse tanto tempo assim, teria durado tempo suficiente para se voltar a acreditar no amor.
Quem se liberta não é aquele que amou e quis ser amado e nem aquele que se sentiu amado, mas mesmo assim não conseguiu amar, a liberdade não existe mais, depois disso o que te resta são cicatrizes, são martírios, são sentimentos frios e difíceis de voltarem a acender.
Ainda resta um suspiro de alguém apaixonado pela vida, ainda resta à esperança para aquele que acredita que em todo natal, papai Noel virá para deixar o presente esperado o ano todo debaixo da árvore, para aquele que acredita que ainda existem pessoas verdadeiras e completamente sinceras, para aquele que acredita nele mesmo, antes de saltar de um precipício.
Não importa o que aconteça ao longo da vida, seja ela curta ou longa, o que importa é saber que acreditar nas pessoas, mesmo que às vezes pareça impossível, te faz alguém diferente de todos os outros. Seja ingênuo, se te enganarem... Não era pra você. Seja Feliz.

20/10/2008

A pior parte.

A pior parte é se entregar.
Entregar é desejar que tudo se mova da forma que você almeja.

E quando a entrega vem acompanhada de decepção, ela se torna amarga, se torna... A pior parte.
E é a pior parte, que nos faz olhar para trás, nos arrepender, que nos faz querer retocar os defeitos, burlar.

Quando a entrega já não satisfaz, já não acrescenta. É melhor parar por aqui

É melhor não olhar para trás
, é melhor seguir em frente.
É melhor brincar de sobreviver.




Aquele amigo que faz falta, aqueles dias que se foram os sonhos que mudaram de rotina, os desejos que não passaram de meras idéias, vão se tornando entregas perdidas, vão transformando tudo em cinzas, em sentimentos medrosos e vagos.




Se transformam na pior parte.

11/02/2008

"A lua me chama eu tenho que ir para a rua..."



O Luar me dava a liberdade de me juntar ao vento
,me dava o ímpeto e a coragem
de ser eu mesmo.




Enxergava nas estreitas ruas de um centro amontoado, caminhos sem fim... Mas esperançosos
me consolando e mostrando a melhor rota. A cabeça confusa rodava tentando encontrar motivos
para tanta embriaguez e inconsequencia ,cheiro de cigarro, hálito de bebida, sonhos e mais sonhos, conversas que não precisariam acabar nunca.
Noites e mais noites passam...
Você percebe o quão ingrato somos nós? Quando não percebemos na gratidão de alguém lá em cima
que nos diz a todo momento, repare.
Repare na grandeza que eu construi, para vocês simplesmente aproveitarem cada momento, cada segundo.
Vá ser feliz enquanto a noite não vira dia.
Vá se entender com a lua quando ela precisa de atenção e de respeito.
E depois, deixe amanhacer sem medo. Deixa que a ansiedade lhe diga o que virá pela frente e vá
em busca daquilo que sonha, mate-se de alegria, morra de rir.
Espere o sol descansar e prove para a lua, que você pode ser tão grandiosa como ela, saia para a rua
e deseje se manter ali para sempre.
Estar ali é saber que a vida te segue e faz de cada noite, mais uma íntegra forma de se mostrar,
de saber o que é certo (hoje) para um dia comum.
Amar cada momento é descobrir que o futuro se passa a cada instante que chamamos de presente
e as noites seguem como rotina, pois nelas você aprende a fugir de um mundo de rótulos e entra naquele que você cria com liberdade.
E faz de toda essa hipocrisia um lugar só seu, apenas seu.
Descobre que a cada noite você pode modificar sua maneira de pensar,
ou pode simplesmente arredar um pouco seu orgulho e acatar experiências mais elaboradas.
Nas noites você pode fazer o que quiser, você esta liberto parar ser o que bem entender, aproveite enquanto há tempo.
Aproveite e se aproxime das estrelas.
As verdades não aparecem no cotidiano, as mentiras se distraem com nossa rotina, um momento certo é aquele que não se espera,
é aquele que a gente faz acontecer. Um amor, uma paixão, um tempo para nós dois é tudo que não desejo esperar, é tudo aquilo
que tento fazer acontecer. É tudo que me mata de sorrir, é o que quase explode meu coração de desespero.


A noite te dirá o momento certo de agir, manterá seu sorriso guardado no peito, e descobrirá que não precisa de esperança para sentir
que algo é possível.

Ele e Ela.


Ele nunca acreditou em amor, e se achava muito novo para sentir qualquer coisa parecida.
Ela, no entanto sonhava todas as noites com um príncipe encantado, sonhava em encontrar alguém que lhe dissesse tudo o que sempre quis ouvir.
Ele encontrava nos dias, paixões que preenchiam seu coração de delírio, mas eram apenas paixões instantâneas; ele sabia que, no fim, a despedida seria para sempre.
Ela tentava ser o mais recatada possível, mantinha-se dentro da sua casa de boneca, se resguardando, procurando alguém com flores e gentilezas que pudessem lhe dar o ímpeto da monogamia e assim se unir ao resto do mundo.
Ele queria apenas acreditar no momento, viver o presente e deixar o futuro como um sonho distante.
Ela preferia viver o presente, com os dois pés no futuro.
Ele, rebelde, questionando a sua existência, a sua indecisão, e procurando resposta pro indecifrável.
Ela, linda. Enxergava o mundo com os olhos de uma criança e todos os dias de manhã parava para ver o sol nascer.
Ele se embalava na vulnerabilidade da sua insegurança e se tornava inconsequente no seus atos, não sabia controlar a sua eloquencia, e embarcava nas loucuras de uma noite iluminada pela escuridão.
Ela queria ir ao cinema, ir ao teatro, gostava de ter hora para chegar.
Ele era sonhador como ninguém, queria contar as suas histórias para todos, adorava ser o centro das atenções, amava as pessoas, tinha amigos inseparáveis.
Ela era solitária, não via graça no que parecia ser tanta falsidade, gostava de conversar, mas se intimidava perto de muita gente; tinha poucas amigas.
Ele vivia na escuridão e conseguia enxergar, nela, sentido para viver mais um dia.
Ela tinha medo do escuro. E tinha sentido para viver todos os dias.
Então, o encanto que parecia tão incapaz de conquistar mais uma história de amor, mostrou mais uma vez que o antônimo mostraria o que o vento trouxe de tão distante.
Ele, quando a viu, percebeu que o amor era o que faltava em sua vida, estaria disposto a largar todos os seus vícios e acreditar apenas na gratidão do destino em lhe mostrar a felicidade nas palmas das mãos; ficou abismado e maravilhado com seus cabelos com cor de escuridão, jurou amor eterno.
Ela olhou para ele. E queria um pouco daquela rebeldia, descobriu que queria aquela liberdade, queria descobrir que a vida é hoje, parar de viver no amanhã, ela se maravilhou com seu sorriso de lua cheia...Minutos depois, ela jurou amor eterno.
O primeiro olhar, o primeiro abraço, o primeiro beijo, eles se amaram de primeira, descobriram na alegria de viver, a felicidade de sonhar e ter esperança. Eles se completavam, se amavam; juntos descobriram que a solidão era apenas uma brincadeira de mau gosto.
Eles passaram a acordar todos os dias ao lado do outro, sonhavam em ter uma boa casa, um carro legal, em ter filhos, queriam viver uma vida normal, curtir a dádiva de amar, trazer ao mundo a paz e o capricho de um sentimento puro.
Ele lembrava dos seus dias de taverna, e sentia-se realizado por ter conseguido sair dali ileso, apenas com experiências que o fizeram saber tudo aquilo chamado conhecimento; se emocionava toda vez que lembrava dos velhos amigos, e tinha saudade dos momentos bons.
Ela tinha saudade da solidão, e às vezes sentia falta de ver o sol nascer.
Ele agora dormia de luz acesa, e não se preocupava mais em apagar as luzes depois de sair; admirava a lua, o sol, as estrelas e começou a fazer aulas de violão.
Ela agora tinha vontade de viajar, de curtir mais a vida, estava disposta a transformar sua vida numa grande aventura, queria arriscar mais, não temia mais nada.
Ele largou os vícios e disse que cuidaria dela para sempre.
Ela pulou a janela da sua casa de bonecas...
Eles se amaram até o fim.

12/11/2007

Indiferença.


Penso e cativo minhas dores.

Depois de tanto reclamar, aprendo... a reclamar.

O tempo passa... o tempo passa... o tempo passa...

Até quando?

Até quando a gente se perde pra conquistar aquilo que já tem?

Sem diferenças sigo meu contexto. Transformando conceitos em dádivas e apresentando, nas falhas, a mesma desculpa de sempre.

Programei mudanças no meu cérebro, mas elas se desfazem e somem que nem consigo racionalizar cada momento.

E as conversas me mostraram o quanto não me assemelho com tamanha indiscrição e pluralidade.

Penso no quanto errei e não aprendi com isso. Penso nos meus defeitos e inseguranças. Vejo que, a cada dia, morro sem ter a chance de me auto-conhecer. De nem saber quem eu sou, de acordar pra querer dormir. Olhando de longe dá até pra ver aquela imagem divertida e alegre. Mas, de perto, bem de perto (quase dentro de mim), foi tudo embora. Os conselhos já não me bastam e nem contentam. O que fazer?

Dar a mesma desculpa de sempre...

10/11/2007

Sem Título.


Hoje eu acordei com sintomas de ódio.

E mais uma vez, tentei fugir e me esconder bem longe de todos os olhares.

Queria mais uma vez ter a quem recorrer e que pudesse ouvir e realizar todas as minhas preces.

Queria voltar a ser criança e sorrir como alguém que não tem feridas no coração.

Na verdade só queria que o acaso me mostrasse o que deixo de canto em minha vida e que pudesse vangloriar todas as peças trêmulas de desespero que fazem a rotina da minha rotina. Sem pressa para o fim ou para um começo, vivo no meio termo.

Que afirma a minha existência como algo comum.

Que encontramos lá na esquina, onde a gente sempre busca algo.

Se pelo menos a vergonha me fizesse parar de escrever traços martirizantes que fazem de uma entrega vazia, a dor de não se ter nada pra oferecer,de ser sozinho, de criar apenas estereótipos pra todo esse tipo de gente normal, não queria me tornar assim, queria ter você.

Queria que me amasse como te amo.

Queria apenas que reconhecesse todo esse esforço, todo esse tempo, todo esse sofrimento.

Eu e Você.



Podíamos fingir que a vida é um grande jardim, eu iria cultiva-lo com tanto esmero e carinho que a cada manhã o regaria de esperança. E olharia para cima encontrando no azul do céu a honestidade e felicidade que me faz lembrar de você.A minha paciência duraria o tempo necessário para encontrar dentro dos seus olhos o que sonho assistir, ficaria observando cada detalhe do seu corpo, maravilhado com a perfeição de cada traço cheio de ternura e sinceridade. Mas,se a colheita não der flores exuberantes e esbeltas como seu sorriso...Encontraríamos a melhor maneira de semear em nosso jardim.E nas pragas eu domaria com inteligência e parcimônia cada detalhe do problema, buscando o acaso sem medo de perder o "certo", aprenderia com elas a nos defender das próximas e quando voltassem enfrentaríamos com a mesma paciência de sempre.Seriamos crianças com vontade de brincar, seriamos sonhos com vontade de gritar, seriamos o fim da saudade e o começo da felicidade, seriamos eu e você.